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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

NSA coleta cerca de 250 milhões de listas de contatos anualmente


A NSA (Agência Nacional de Segurança, dos EUA) já coletou milhões de listas de contatos de internautas das mais diversas partes do mundo. As informações são de uma reportagem do The Washington Post, que tem fontes dentro da agência e cita documentos vazados pelo ex-assistente técnico da NSA, Edward Snowden.



 

Listas de contatos acessadas: Agência de Segurança dos EUA foca espionagem em estrangeiros

A publicação afirma que anualmente o número de listas de contatos obtidas ultrapassa a marca de 250 milhões, e em apenas 24 horas chegam a superar 600 mil. Um documento que o jornal teve acesso revelou a quantidade exata de contatos pegos em um dia aleatório de 2012: 444.743 listas de contatos do Yahoo, 105.068 do Hotmail, 82.857 de Facebook, 33.697 do Gmail e 22.881 de outros provedores.
A vantagem desse tipo de espionagem em relação aos grampos telefônicos é que a quantidade de informações que pode ser coletada é maior. Além do fato de uma lista de contatos possuir vários e-mails, a agência consegue descobrir nome, sobrenome e endereço do usuário espionado, por exemplo. Em alguns casos, até as primeiras linhas de mensagens trocadas pelo internauta são lidas.
O programa espião percorre conexões de internet por toda a parte, pegando informações de serviços de e-mail e chats. Segundo fonte de dentro da NSA, a interceptação é feita a partir de pontos posicionados estrategicamente fora dos EUA, para evitar contato com as autoridades do país. Outra forma de obter dados é por acordos secretos com empresas de telecom de fora dos EUA, informou a agência EFE.
A reportagem ainda diz que os alvos não ficam no país. “Não estamos interessados na informação pessoal de norte-americanos comuns”, declarou ao The Washington Post o Porta-Voz do escritório do Diretor de Inteligência Nacional (DNI), Shawn Turner. Segundo ele, são investigados “suspeitos estrangeiros como terroristas, traficantes de pessoas e traficantes de drogas”.

Empresas de tecnologia negam participação

Três empresas de tecnologia com o nome envolvido na reportagem do The Washington Post foram ouvidas pela agência de notícias EFE. O Google garantiu não ter conhecimento e nem participação nos atos de espionagem, enquanto o Facebook se resumiu a dizer que “não ajudou” e a Microsoft declarou estar preocupada caso essas ações sejam verdadeiras.



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