Veiculada na internet há dois meses, a campanha que pede a Dilma Rousseff a concessão de asilo político para Edward Snowden já obteve a adesão de quase 1 milhão de pessoas. Às 5h13 da manhã desta sexta-feira (24), a petição contava com 956.916 apoiadores.
Deve-se a iniciativa ao brasileiro David Miranda. Ele é companheiro de Glenn Greenwald, autor das reportagens que revelaram, a partir de documentos vazados por Snowden, a magnitude da engrenagem de espionagem da NSA, a Agência Nacional de Segurança dos EUA.
Hoje, Snowden enconta-se na Rússia. Ali, seu asilo é temporário e está condicionado a condicionantes que o incomodam. Não pode manifestar-se sobre a encrenca que causou ao içar à superfície alguns dos segredos mais profundos da NSA. Entre eles a espionagem de chefes de Estado como Dilma e a colega a Angela Merkel, da Alemanha.
Depois que a fronteira de 1 milhão de assinaturas for ultrapassado, David Miranda planeja entregar o calhamaço aos senadores e, sobretudo, a Dilma Rousseff. Tenta fazer com que o Estado brasileiro faça por pressão popular o que não fez por opção. O movimento aproxima-se do seu ápice num instante em que Barack Obama acaba de discursar sobre as pseudomudanças que promete fazer na NSA.
A espionada Dilma não enxergou no pronunciamento do presidente dos EUA razões para crer que o grampeamento do mundo vai parar. Porém, se concedesse o asilo a Snowden, Dilma atravessaria um Rubicão metafórico que viraria de ponta-cabeça as relações do Brasil com os EUA —relações que já se encontram meio na diagonal. Talvez seja preciso muito mais do que 1 milhão de assinaturas.



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