Tribunal dos EUA diz que espionagem da NSA é legal
A espionagem
da NSA (Agência Nacional de Segurança, dos EUA) foi um dos assuntos mais
populares deste ano devido às denúncias feitas pelo ex-assistente técnico da
agência, Edward Snowden. Muitos ficaram espantados e acharam um absurdo as
práticas do órgão, mas oficialmente elas são legais, como publicou o Juiz
Federal William Pauley III, de um tribunal de Nova York, nos EUA.
Espionagem da NSA: é legal, mas não necessariamente moral
A sentença saiu em um documento de 54 páginas que inocenta a NSA de uma
ação movida pela ACLU (American Civil Liberties Union). “Não há evidência de
que o governo tenha usado algum dos dados colhidos para outra coisa que não
fosse investigar e derrubar ataques terroristas”, afirmou o magistrado.
“Ainda que tenham acontecido violações não intencionais de regras de
conduta, elas parecem derivar de erro humano e dos programas de computador
incrivelmente complexos que apoiam essa ferramenta vital”, acrescentou. A
posição é contrária à de outro Juiz Federal dos EUA, Richard Leon, divulgada há
duas semanas. Na ocasião, Madison declarou que o pai da Constituição do país,
James Madison, ficaria “horrorizado” com a NSA.
Pauley explicou que o programa utilizado pela agência “aspira
informações sobre virtualmente todas as ligações feitas para, de ou dentro dos
EUA”, por isso “identifica relacionamentos tão atenuados e efêmeros que, em
outros casos, poderiam passar sem ser notados”. O Juiz classifica tal ação como
“contra-ataque, conectando comunicações fragmentadas para reconstruir e
eliminar a rede de terror da Al-Qaeda”.
Para ele, o que acontece é uma “tensão natural entre proteger a nação e
preservar as liberdades civis”. Mas o magistrado ressalta que o tribunal julgou
o programa utilizado para a espionagem, o que não representa uma sentença sobre
se ele deve ser utilizado ou não.
Em comunicado oficial, a ACLU lamentou o resultado. “Estamos
extremamente desapontados com essa decisão que não leva em conta dados importantes
e diminui as implicações sobre a privacidade geradas pela vigilância do
governo. Ela se utiliza de uma leitura ultrapassada e limitada sobre proteções
constitucionais fundamentais”, diz a nota.




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