Aplicativo brasileiro traduz português para linguagem de sinais
Projeto foi desenvolvido por aluna de Engenharia de Computação
da Veris Faculdades como Trabalho de Conclusão do Curso (TCC)
Apesar de poucas pessoas saberem que colocar as mãos espalmadas três
vezes uma sobre a outra significa inclusão na Língua Brasileira de Sinais
(Libras), foi exatamente isso que a ex-aluna do curso de Engenharia de
Computação da Veris Faculdades Noelle Nascimento Buffa Furtado fez, ao
desenvolver um software inédito no mercado que converte a fala e escrita em
português para Libras. Até hoje, apenas a ferramenta Rybená disponibiliza um
recurso parecido, porém só para textos selecionados de páginas da Internet e
não utiliza o recurso de voz.
Segundo o Censo do IBGE (2000), no Brasil existem aproximadamente 5,8
milhões de surdos, sendo que 30% desse montante não sabem ler o português. O
restante (70%) até sabe ler, mas não têm entendimento claro da língua portuguesa.
O software VE-LIBRAS, como é chamado, ainda é um protótipo, mas deverá
diminuir drasticamente essas barreiras de comunicação e proporcionar mais
acessibilidade para a comunidade surda, quando finalmente chegar ao mercado.
"O objetivo é tornar mais acessível a Libras e facilitar a comunicação
entre essas pessoas. Um pai, por exemplo, poderá conversar com seu filho
através deste software mesmo que não tenha domínio da língua de sinais. O mesmo
vale para as salas de aula", disse Noelle.
De acordo com a engenheira de computação, o programa funciona de forma
simples: o software grava o som de uma pessoa falando na língua portuguesa e,
mediante a um processo de reconhecimento de voz, torna possível a conversão da
fala em texto. Através do Rybená (tradutor de textos em português para Libras),
esse texto é traduzido para a língua de sinais. "Qualquer pessoa que tenha
um computador com acesso a Internet e esse software instalado consegue
utilizá-lo. Infelizmente, o software ainda não está disponível para comercialização,
porque não consegui patrocínio viabilização do projeto, mas o protótipo está em
uso e, até agora, só apresentou erros mínimos de tradução", explicou.
Ideia
Noelle, que não tem ninguém na família que tenha deficiência auditiva,
afirmou que resolveu desenvolver o programa ao assistir um culto numa igreja.
"Vi que tinham muitos intérpretes na igreja, mas às vezes eles ficavam
cansados ou não conseguiam traduzir tudo. Com o software isso facilitaria
muito", ressaltou.
Para o coordenador do curso de Engenharia de Computação da Veris,
Cláudio Umezu, essa inventividade aliada à inovação com a competência técnica,
na busca de soluções para problemas reais, é extremamente válida para
beneficiar a sociedade de uma forma geral. "O uso de ferramentas de computação
e informática para a redução de barreiras de comunicação, como no caso deste
trabalho que visa a deficientes visuais, é um grande avanço tecnológico e deve
receber todo o apoio para que se transforme em uma realidade", ressaltou o
professor, responsável também pela orientação deste projeto.
Fonte: Universia Brasil
Assessoria de Comunicação da Veris



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