Ads 468x60px

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013




Aplicativo brasileiro traduz português para linguagem de sinais






Projeto foi desenvolvido por aluna de Engenharia de Computação da Veris Faculdades como Trabalho de Conclusão do Curso (TCC)
Apesar de poucas pessoas saberem que colocar as mãos espalmadas três vezes uma sobre a outra significa inclusão na Língua Brasileira de Sinais (Libras), foi exatamente isso que a ex-aluna do curso de Engenharia de Computação da Veris Faculdades Noelle Nascimento Buffa Furtado fez, ao desenvolver um software inédito no mercado que converte a fala e escrita em português para Libras. Até hoje, apenas a ferramenta Rybená disponibiliza um recurso parecido, porém só para textos selecionados de páginas da Internet e não utiliza o recurso de voz.
Segundo o Censo do IBGE (2000), no Brasil existem aproximadamente 5,8 milhões de surdos, sendo que 30% desse montante não sabem ler o português. O restante (70%) até sabe ler, mas não têm entendimento claro da língua portuguesa.
O software VE-LIBRAS, como é chamado, ainda é um protótipo, mas deverá diminuir drasticamente essas barreiras de comunicação e proporcionar mais acessibilidade para a comunidade surda, quando finalmente chegar ao mercado. "O objetivo é tornar mais acessível a Libras e facilitar a comunicação entre essas pessoas. Um pai, por exemplo, poderá conversar com seu filho através deste software mesmo que não tenha domínio da língua de sinais. O mesmo vale para as salas de aula", disse Noelle.
De acordo com a engenheira de computação, o programa funciona de forma simples: o software grava o som de uma pessoa falando na língua portuguesa e, mediante a um processo de reconhecimento de voz, torna possível a conversão da fala em texto. Através do Rybená (tradutor de textos em português para Libras), esse texto é traduzido para a língua de sinais. "Qualquer pessoa que tenha um computador com acesso a Internet e esse software instalado consegue utilizá-lo. Infelizmente, o software ainda não está disponível para comercialização, porque não consegui patrocínio viabilização do projeto, mas o protótipo está em uso e, até agora, só apresentou erros mínimos de tradução", explicou.

Ideia 
Noelle, que não tem ninguém na família que tenha deficiência auditiva, afirmou que resolveu desenvolver o programa ao assistir um culto numa igreja. "Vi que tinham muitos intérpretes na igreja, mas às vezes eles ficavam cansados ou não conseguiam traduzir tudo. Com o software isso facilitaria muito", ressaltou.
Para o coordenador do curso de Engenharia de Computação da Veris, Cláudio Umezu, essa inventividade aliada à inovação com a competência técnica, na busca de soluções para problemas reais, é extremamente válida para beneficiar a sociedade de uma forma geral. "O uso de ferramentas de computação e informática para a redução de barreiras de comunicação, como no caso deste trabalho que visa a deficientes visuais, é um grande avanço tecnológico e deve receber todo o apoio para que se transforme em uma realidade", ressaltou o professor, responsável também pela orientação deste projeto.
Fonte: Universia Brasil
Assessoria de Comunicação da Veris


0 comentários:

Postar um comentário

Deixe aqui o seu recado...