Tablet
da Microsoft recebe duras críticas
O Surface Pro não teve uma boa
recepção entre a crítica de tecnologia nos Estados Unidos. O novo tablet da
Microsoft é a aposta para entrar nas empresas e ganhar mais espaço da Apple.
Para a Microsoft, o Surface Pro é uma alternativa leve e móvel, que pode ser
combinada facilmente à infraestrutura corporativa.
O novo Surface é equipado com chip
Intel e conta com o sistema Windows 8 Pro em versão completa, com os quais a
Microsoft espera atrair compradores entre as pessoas que produzem, e não só
consomem, conteúdo.
Já na largada, no entanto, não
agradou plenamente a um dos colunistas mais respeitados do meio nos
EUA: Walt Mossberg,do Wall Street Journal.
"O tablet operou todo o
software que instalei nele, tanto novo quanto antigo, criado para máquinas de
mesa, e o fez rapidamente e bem", escreveu Mossberg no blog de
tecnologia All Things D.
"Mas o Pro tem alguns aspectos
negativos sérios, especialmente como tablet. É pesado, caro e consome energia
demais para superar o melhor tablet convencional, o iPad, e é difícil usá-lo no
colo. Fica no meio do caminho --um laptop comprometido e um tablet
comprometido", ponderou.
Mossberg disse que a bateria do
Surface durou menos de quatro horas em seu teste padrão de bateria --metade do
tempo oferecido pelo iPad. Ele também expressou preocupação com a memória
utilizável na versão de 64 GB.
O "Surface with Windows 8
Pro", nome oficial do novo produto, estará disponível no sábado, anunciou
a co-presidente da divisão Windows da Microsoft, Tami Reller, no começo da
semana, e terá papel importante em promover maior interesse pelo Windows 8, que
foi lançado em outubro, mas até agora não despertou o entusiasmo dos
consumidores.
Disponível em versões de 64 e 128
gigabytes (GB), ambas dotadas apenas de conexões wi-fi, o Surface Pro tem preço
inicial de 899 dólares, desconsiderado o teclado de 120 dólares ou mais,
vendido como acessório. O preço é mais de 300 dólares superior ao de um iPad
comparável, e fica próximo do laptop MacBook Air de 64 GB, vendido a 999
dólares.
A Microsoft anunciou que o aparelho
seria o primeiro a levar os recursos plenos de seu sistema operacional ao
formato tablet sem comprometer sua qualidade. Mas os críticos consideraram que
o aparelho se perde no meio do caminho entre os tablets e os computadores, e
que o usuário tem de aceitar compromissos demais.




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